sexta-feira, julho 28, 2006

Saindo do assunto um instante, vajmaos o Perigo da Santa Hóstia


Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

Hóstia na mão



Católicos de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, tiveram que mudar a rotina da missa por causa do perigo de doenças como a tuberculose. A diocese da cidade proibiu os padres de darem a hóstia na boca dos fiéis.

A decisão da Igreja Católica de Campo Grande divide a opinião dos fiéis.
“É uma atitude um tanto cautelosa, e eu creio que ta causando polêmica, mas é uma questão de higiene também, né?”, opina a administradora de empresas Fernanda Pacheco.

A distribuição da comunhão, que era colocada na boca, agora proibida pelo bispo diocesano. Mesmo assim, alguns ministros da eucaristia, pessoas que ajudam o padre durante as missas, continuam entregando a hóstia na boca.

“Eu tive um choque quando eu li isso aí. Achei preconceituoso”, disse a ministra da eucaristia Noely Camargo.

Todos os padres das 26 paróquias de Campo Grande receberam a mesma orientação. Na hora da comunhão, a distribuição da hóstia consagrada só deve ser entregue na mão do fiel. A diocese da capital teme que a distribuição na boca possa espalhar várias doenças, como a tuberculose.

“O dedo toca na língua, e já vai fazer a mesma coisa tocando a língua de uma próxima pessoa . É muito fácil transmitir uma doença pela saliva que estava no dedo do padre”, defende o padre Geraldo Orbele. “Então, eles pediram que os padres avisassem o povo nas missas para que, por favor, todo mundo receba na mão”.

Números da Organização Mundial da Saúde coloca o Brasil em 15º lugar numa lista de 22 países com maior número de tuberculosos.

Para a infectologista Andréa Lindberg, a precaução da Igreja que proibiu a entrega da hóstia na boca pode evitar o aparecimento de novos casos. “A gente já sabe, a veiculação de diversos agentes patogênicos, como vírus, bactérias, fungos, o próprio bacilo da tuberculose na transmissão de doenças. Então, esse é um hábito que não é muito saudável, e se as medidas forem tomadas no sentido de que essa prática não venha a acontecer, seriam medidas boas”.


http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20060727-179391,00.html